Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filmes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de abril de 2009

DEPOIS VOCÊ ASSISTE

SPOILER: SE NÃO GOSTA DE SABER NADA ANTES DE VER, NÃO LEIA.
ESPAÇO



ANTES QUE O DIABO SAIBA QUE VOCÊ ESTÁ MORTO – Nota: 9,0
Tenso e angustiante, este drama policial traz dois irmãos, Hank e Andy envoltos em problemas financeiros e que elaborando um plano simples, assaltar a joalheria da família, vêem suas vidas desmoronarem quando tudo dá errado e a mãe é assassinada durante o crime. O enredo que já despertaria interesse, ganha ares de grande obra no trato dado a cada personagem e na magnífica condução da narrativa de Sidney Lumet que explora na atuação, na composição dos quadros e nos ambientes, as personalidades e motivações de cada personagem, mostrando a mesma cena sob pontos de vistas diferentes e como aquela situação afeta de forma particular a cada um. Pode ficar certo: vai afetar você também.
ESPAÇO

ESPAÇO

VIOLÊNCIA GRATUITA – Nota: 8,5
Muitos devem ter saído das salas de cinema com raiva. Mas o problema seria confundir este sentimento que não vem do desgosto pelo que acabamos de ver, mas da tortura psicológica pela qual acabamos de passar. Violência Gratuita é uma aula da capacidade de manipulação do Cinema ministrada de forma impecável por Michael Haneke, que refilma seu próprio Violência Gratuita de 1997. Dois jovens “psicopatas” invadem a casa de uma pacata família interpretada com extrema intensidade por Naomi Watts, Tim Roth e o surpreendente jovem Devon Gearhart, e dão início a uma sádica tortura física e psicológica sem motivações explícitas. O roteiro não se preocupa em explicar por que dois jovens cometem tal barbaridade, já que neste contexto, isso pouco importa. O objetivo de “Violência Gratuita” é jogar, provocar e manipular o espectador a seu bel-prazer em duas horas de violação empírica dos nossos sentidos. Este jogo fica claro quando a personagem de Naomi Watts consegue atirar em um dos torturadores, ao passo em que o outro, com um controle de DVD, consegue voltar a cena, e impedir nossa vingança. É desta forma que Violência Gratuita nos coloca em posição de reféns, quando a única ferramenta que poderíamos usar pra pará-los, o CONTROLE REMOTO é usada contra nós. Um filme para ser vivido, mesmo que você termine morto...de raiva.
ESPAÇO





O DIA EM QUE A TERRA PAROU – Nota: 6,0
Não conheço o clássico de 1951. Mas nem preciso ver pra crer que era bem melhor que esta constrangedora refilmagem. A tese é boa. Extra-terrestre vem à Terra para dar uma última chance de nos explicarmos e mudarmos nosso perfil destrutivo, ou seremos extintos. Diferente de outras obras em que aliens querem, sabe-se lá porque, destruir a Terra, dessa vez, nós, os humanos é que somos o alvo, já que o planeta não pode correr o risco de morrer para preservar apenas uma espécie. E concordo. O problema está na superficialidade com que estas idéias são transmitidas. O alienígena Klaatu (Keanu Reeves) vem à terra com a missão do julgamento final. Mas é preso e interrogado pelas autoridades americanas que não permitem seu contato com os líderes mundiais na ONU, seu objetivo principal. Ele consegue fugir, ajudado pela cientista de Jennifer Connelly e encontra-se com outro alienígena, que já reside na Terra há décadas para avaliar nosso comportamento. Que claro, não é dos melhores. Somos condenados num diálogo risível, em que o espião manda nos destruir, mas revela-se apaixonado por nossa humanidade. E mais uma vez, o problema não está no conceito, mas na forma como é abordado, num texto pobre e pouco convincente. Esta mesma frivolidade acompanha todos os personagens durante a narrativa, que nunca parecem ter motivações reais para fazerem o que fazem, seguindo apenas o que está escrito. E desta mesma forma, nosso inquisidor muda de idéia, quando um acerto de contas familiar parece ser o suficiente para que ele enxergue “nosso outro lado”. Apinhado de pequenos erros que ofendem a nossa inteligência e certamente a inteligência extra-terrestre é que “O Dia em que terra parou” condenou...a si próprio.
ESPAÇO





MONSTROS X ALIENÍGENAS – Nota: 6,0
Ah, tô sem tempo de escrever mais. É legalzinho.







____________________________________________________________________

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

AS TRANÇAS DA VOVÓ CARECA

Vi no Blog do Bonequinho essa lista com alguns dos títulos mais esdrúxulos de filmes quando são "traduzidos" para o português.

1 - "Fé demais não cheira bem" ("Leap of faith"), comédia na qual Steve Martin faz um pregador picareta.

2 - "A lista - você está livre hoje?" ("Deception"), thriller sobre a estranha amizade entre dois executivos.

3 - "Cloverfield-monstro!" ("Cloverfield"), dã, quase estraga toda a surpresa do filme.

4 - "O amor em Beverly Hills" ("Shanghai kiss"), romance entre um oriental e uma lourinha (esta, feita por Hayden Panettiere, de "Heroes").

5 - "Ela dança, eu danço" ("Step up"), o título é o mesmo de um sucesso de pop funk brasileiro.

6 - "Quanto mais idiota melhor" ("Wayne´s world"), uma das maiores pérolas de todos os tempos.

7 - "Misterios e paixões" ("Naked lunch"), dá ao delirante filme de David Cronemberg, que adapta o livro "Almoço nu", de William S. Burroughs, tinturas de dramalhão.

8 - "O médico erótico" ("The man with two brains"), comédia com toques de sci-fi com Steve Martin que não tem absolutamente nada de erótico, a não ser a (então) sensual Kathleen Turner, em roupas íntimas.

9 - "Garota sinal verde" ("The sure thing"), outra comédia dos anos 80, cujo título transforma a bela Daphne Zuniga, a garota do título, numa vadia.

10 - "O garoto do futuro" ("Teen wolf"), o lobisomen adolescente do título não tem nada a ver com o futuro, a não ser o fato de ser feito por Michael J. Fox, o Marty McFly de "De volta para o futuro". Apelação total, né?

___________________________________________________________________