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segunda-feira, 23 de março de 2009

EU TAMBÉM FUI UM GOONIE




NOTA: 8,0

O filme conquistou a simpatia unânime de quem era jovem nos anos 80 e graças às reprises na Sessão da Tarde, mantém um pouco desta juventude mais de 20 anos depois. Estou falando de “Os Goonies”, aventura do diretor Richard Donner, (16 Quadras) de 1985 que explorou de forma impecável a fórmula dos anos 80 para reconquistar o grande público às salas de cinema: histórias leves, divertidas, dinâmicas e cheias de estereótipos. Esta reconquista veio como resposta à sofisticação cada vez maior das mensagens cinematográficas pré-anos 80, marca de diretores como Scorcese, Kubrick e Copola. Isto acabou afastando parte do público dos cinemas, e coube à diretores como Steven Spielberg e George Lucas atraí-lo novamente com arrasa-quarteirões como Tubarão e Star Wars.

E Os Goonies (que a propósito foi baseado numa estória do Spielberg), mais do que um bom entretenimento, ilustra a catequese que o cinema buscava naquele momento. Criar demanda para um produto depende de tempo, e ninguém oferece mais tempo do que as crianças. O sucesso de Os Goonies está em sua habilidade de falar a um público novo e com os interesses ainda em formação. Enquanto as obras infantis atuais permitem-se uma profundidade e drama compatíveis com as expectativas cada vez mais precoces de nossas crianças, nós não queríamos compromisso, só diversão. Apesar do amparo dramático do filme, em que todos no bairro podem perder suas casas e as crianças descobrem um mapa do tesouro, tudo é contado sem maior importância, onde as situações mais perigosas se transformam em mais uma aventura a ser vivida e onde os fatos mais impossíveis são vistos com extrema naturalidade. A naturalidade que só uma criança tem, e que sempre que assisto aos Goonies de novo, renasce por um tempinho em mim.



MAS O QUE ELES FIZERAM COM O TESOURO?
Vi esse "Por onde anda" no EGO, e foi bom pra recordar.





Josh Brolin participou de filmes como ‘Milk’ e ‘W’, em que interpreta George W. Bush





Sean Astin é o mais famoso do grupo. Fez a trilogia de ‘O Senhor dos Anéis’




Corey Feldman é um ícone adolescente dos anos 80. Fez ‘Garotos Perdidos’ e ‘Sem licença para dirigir’




Jonathan Ke Quan virou mascote do Indiana Jones, mas depois tornou-se instrutor de artes marciais




Kerri Green, a mocinha do filme, já participou de séries como ‘Law and order’ e ‘ER’




Martha Plimpton ficou conhecida como a namorada de River Phoenix, morto por overdose nos anos 90



O ex-gordinho Jeff Cohen se tornou advogado de entretenimento


John Daniel Matuszak, o Sloth, morreu precocemente de infarto




Sua maquiagem, no filme, demorava cinco horas para ficar pronta
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

AS TRANÇAS DA VOVÓ CARECA

Vi no Blog do Bonequinho essa lista com alguns dos títulos mais esdrúxulos de filmes quando são "traduzidos" para o português.

1 - "Fé demais não cheira bem" ("Leap of faith"), comédia na qual Steve Martin faz um pregador picareta.

2 - "A lista - você está livre hoje?" ("Deception"), thriller sobre a estranha amizade entre dois executivos.

3 - "Cloverfield-monstro!" ("Cloverfield"), dã, quase estraga toda a surpresa do filme.

4 - "O amor em Beverly Hills" ("Shanghai kiss"), romance entre um oriental e uma lourinha (esta, feita por Hayden Panettiere, de "Heroes").

5 - "Ela dança, eu danço" ("Step up"), o título é o mesmo de um sucesso de pop funk brasileiro.

6 - "Quanto mais idiota melhor" ("Wayne´s world"), uma das maiores pérolas de todos os tempos.

7 - "Misterios e paixões" ("Naked lunch"), dá ao delirante filme de David Cronemberg, que adapta o livro "Almoço nu", de William S. Burroughs, tinturas de dramalhão.

8 - "O médico erótico" ("The man with two brains"), comédia com toques de sci-fi com Steve Martin que não tem absolutamente nada de erótico, a não ser a (então) sensual Kathleen Turner, em roupas íntimas.

9 - "Garota sinal verde" ("The sure thing"), outra comédia dos anos 80, cujo título transforma a bela Daphne Zuniga, a garota do título, numa vadia.

10 - "O garoto do futuro" ("Teen wolf"), o lobisomen adolescente do título não tem nada a ver com o futuro, a não ser o fato de ser feito por Michael J. Fox, o Marty McFly de "De volta para o futuro". Apelação total, né?

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